terça-feira, 13 de novembro de 2012

0 Valorize o que é nosso


O Brasil por ter sido colonizado, sofre influências de diferentes países e culturas o que nos enriquece, mas que causa certo desconforto quando valorizamos mais os movimentos culturais internacionais do que os nossos.

As pessoas no dia 31 de Outubro comemoram o Halloween que celebra a véspera do dia de Todos os Santos, a data foi criada pelo povo celta que acreditava que no último dia do verão, os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos vivos. Por isso, nas casas usavam figuras como caveiras, bruxas dentre outros elementos para espantar esses espíritos. Com o tempo houve algumas mudanças e nos EUA as crianças saem fantasiadas para pedir  guloseimas na vizinhança.

Porém, nesse mesmo dia foi instituído o Dia do Saci personagem da nossa cultura que de acordo com alguns estudiosos surgiu entre povos indígenas da região Sul do país durante o período colonial. Era representado por um indígena moreno com um rabo e vivia aprontando travessuras na floresta. No entanto, quando a história ganha o norte do Brasil sofre algumas modificações recebendo influência da cultura africana. O Saci se torna um jovem negro com uma perna, pois de acordo com a história tinha perdido a outra na capoeira, usa um gorro vermelho e um cachimbo. Esse personagem folclórico apesar das travessuras é um grande conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. De acordo com o mito, quem busca ervas na floresta deve pedir autorização ao Saci.

Precisamos valorizar e pesquisar mais sobre a nossa cultura, pois é a melhor forma de nos reconhecermos como sujeito ativo da história de um país tão rico culturalmente e extenso como o Brasil. Atrevo-me a dizer que nenhum país no mundo tem tanta diversidade cultural como o nosso, temos vários “brasis” num só Brasil.

Encerro aqui com a frase do médico e escritor Dimos Iksilara que diz: “ser livre é conseguir flutuar entre a diversidade e a multiplicidade, sem perder a própria identidade”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

0 O sentido do “novo” nas eleições municipais no ES

Desde o final do primeiro turno das eleições municipais paira uma inquietude em alguns setores da sociedade que buscam refletir sobre esse fenômeno da “mudança”, o tal discurso do “novo” que se abateu com intensidade e convenceu o eleitorado, principalmente nos municípios da Grande Vitória.

A população levou ao 2º turno dessas eleições em municípios expressivos candidatos que não tem projeto nem programa para essas respectivas cidades, eles passaram para a segunda etapa do pleito apenas transmitindo a imagem de que representam uma ruptura com o passado e estão dispostos a construir o que eles publicitariamente consideram ser o “novo”.

E não apenas esses, mas também os “velhos” políticos, abatidos pela mesma onda, foram obrigados a embarcar nessa fantasia fetichista, para oportunamente tentar convencer o eleitorado de que também representam ideias modernas, novas e capazes de romper com as já consagradas práticas retrógradas que permeiam determinados clãs da política capixaba, dos quais eles mesmos são parte.

Numa análise mais criteriosa do processo, que implica em identificar também certas características da sociedade contemporânea, tendo em vista que as pessoas em tese fazem escolhas a partir do arcabouço cultural, sua visão de mundo e seus valores, é possível identificar traços que podem explicitar de maneira mais objetiva esse desejo da “mudança”, essa busca fugidia pelo “novo”, que não representa em si um valor.

A eleição se transformou num jogo de marketing, no qual os políticos passaram a ser vendidos como um produto, sendo oferecidos aos eleitores, assim como se oferece um celular, um carro ou um apartamento. A política é negociada com as mesmas ferramentas, estratégias e jargões do marketing comercial.

A maioria dos candidatos apresentam programas de governo que mais se parecem cartas de intenção, demonstram total inabilidade para estruturar as ideias ou mesmo defender um projeto articulado e bem definido para a cidade, restando a esses apenas o convencimento através de estratégias simplistas e rasas, a exemplo de musiquinhas chicletes que se tornaram hits. Em resumo, a “marketização” das campanhas tem confirmado a tese de que as disputas eleitorais estão cada vez mais esvaziadas e despolitizadas, com pouquíssimas oportunidades para o debate franco e aberto de ideias e projetos, que deveriam apontar soluções factíveis para os reais problemas que as cidades enfrentam.

Se a política é oferecida como um produto, o que resta ao eleitor se não reproduzir o comportamento de consumidor já tão arraigado e familiar ao seu cotidiano? Como se comportam os consumidores? O que os mobiliza? Com que se identificam? Como fazem suas escolhas? A partir de quais critérios?

Numa sociedade de consumidores o apelo ao novo é um imperativo. Há um desejo latente, um “apetite insaciável pela novidade”, um querer fugaz que rapidamente dilapida, destrói e consome a política-produto, tornando-a obsoleta e ultrapassada num piscar de olhos, mesmo quando esse novo não se sustenta a uma análise mais profunda, quando ele não passa de um clichê, de um fetiche mercadorizado, superficial e fútil. É a urgência da descartabilidade irresponsável!

Sobre a famigerada “mudança” ela é mais uma das características fundantes da sociedade moderna. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, autor de “Modernidade Líquida”, conceitua os seres modernos como aqueles que estão unidos em torno de formas de vidas marcadas pela fragilidade, fugacidade, e desejo de câmbios constantes.

 O desejo de mudança expresso nessas eleições não nos conduzirá a uma “nova ordem”, nem a novas práticas políticas, muito menos ao que há de realmente novo na política brasileira: fortalecimento do estado, respeito à diversidade humana, justiça social, gestão democrática, políticas públicas consistentes, foco nas políticas sociais para o desenvolvimento humano e o cuidado das pessoas.

Apesar de espalharem a célebre frase “as pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem”, a história de vida desses candidatos advogam contra eles, pois denunciam que ao contrário do que em período eleitoral propagam, eles têm servido mais como reprodutores do status quo, do que de fato agido para que mudanças substanciais e estruturais aconteçam.

Infelizmente, as opções que aí estão representam grupos já consolidados na política capixaba, que têm sistematicamente feito oposição às políticas públicas progressistas. Ao mesmo tempo em que defendem eficiência e modernidade, praticam o clientelismo, fazem joguetes políticos, são parte do projeto neoliberal em curso no Espírito Santo, capitaneado pelo ES 2025, que tem colocado à margem o interesse público da ampla maioria da população dessas cidades e desse estado.

A escolha desse “novo” dialoga mais com um desejo volátil e efêmero, evasivo e caprichoso de mudar por mudar, “um desejo que tem a si mesmo como objeto constante, e por isso mesmo está fadado a permanecer insaciável” (Bauman, 2001). Os eleitores-consumidores, movidos apenas por esse desejo fugaz, quando alcançam a coisa desejada são surpreendidos pelo sentimento de perda de valor,  de perda de sentido.  Como diz Bauman, “a chegada, o fim definitivo de toda escolha, parece muito mais tediosa e consideravelmente mais assustadora do que a perspectiva de que as escolhas de amanhã anulem as de hoje. Só o desejar é desejável – quase nunca sua satisfação”.

O pior é quando tomarem consciência de que o produto novo que acabaram de adquirir, não passa de propaganda enganosa, de uma embalagem vultosa aos olhos e aos sentidos, mas vazia e rasa de propósitos que visem uma mudança real de valores e de sociedade.



Por Wanderson Mansur – jornalista e membro da AE/PT no ES



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

0 Justiça?


Os "ingênuos" juízes condenam os heróis da Pátria em nome de uma rigorosidade jurídica que jamais praticaram (a não ser quando o STF capitulou às ditaduras sem maiores resistências e passou a praticar o rigor do verdugo). E ainda temos que ouvir hipócritas lamentações de alguns daqueles togados, dizendo que é com o coração partido que condenam José Dirceu e José Genoino, dizendo que a estrada é longa e que mesmo que você tenha lutado toda sua vida pelas liberdades democráticas, mas que em determinado momento cometa algum deslize, tem que ser punido. Quanta podridão! Que deslize? que erro? Onde estão as provas? Collor foi absolvido pelo supremo por falta de provas, inclusive com o voto do Ministro Celso de Mello que agora, solenemente, condena Genoino, José Dirceu e Delúbio sem provas, apenas por deduções, abusando do tal "domínio dos fatos" e desconsiderando, sem maiores pudores, a ausência de provas cabais, de atos de ofício, nada!

Um dia ainda iremos saber quais os motivos que os levaram a condenar sem provas, apenas sustentados pela delação de um réu, cuja maior notoriedade sustenta-se no fato de ter sido o comandante da tropa de choque de Collor no Congresso Nacional durante o processo do impeachment; por tênues indícios (lembrem-se que o Prevaricador Geral da República disse em sua apresentação, que era muito difícil ter provas contra o chefe, no caso, segundo ele, José Dirceu, como se estivessem sendo julgados verdadeiros mafiosos); por ilações e suposições.

A história saberá coloca-los no lugar que merecem. Enquanto isso, as fortunas construídas nas barbas do STF e do MPF com dinheiro público ao longo de décadas e mais recentemente com volúpia jamais vista, durante as privatizações federais ocorridas na última década do século passado e início do atual; com o esquema dos sangue suga; do mensalão mineiro; com as fraudes investigadas pela operação Santiagraha e outras investigações conduzidas pela Polícia Federal e abortadas por forças ocultas ou não tão ocultas assim; com o dinheiro de Furnas, conforme lista divulgada e abafada; e tantos outros notórios episódios de malversação do erário, que continuam a dar a seus beneficiários os mais destacados privilégios sem que tenham qualquer preocupação com os rigores da lei, inimputáveis que são, que até agora foram, se depender do STF e do MPF.

Estes senhores circulam alegremente pelos salões da república, dos convescotes patrocinados pela elite conservadora, festejados e venerados. Tristes trópicos. Um Supremo Tribunal Federal, guardião jurídico da Constituição, que se apequena a ponto de se permitir juiz de uma Ação Penal. Lamentável. Mais do que isso: O Paraguai é aqui!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

0 Doses de Chico


Acordei ao som de Chico e quero dormir ao som dos pássaros. A música do Chico não é algo que se ouve simplesmente. A música de Chico a gente sente, mexe por dentro, afaga e dilacera, faz vim de dentro o sentimento mais profundo do amor e da revolução. A não aceitação das coisas como estão e que podem ser mudadas, porque tudo só depende de nós. Amanhã vai ser outro dia... se você quiser!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

0 Temos opção, mudar ou mudar


A 58 dias da eleição, nada se move no tabuleiro político e nenhum jogador tem audácia ou astúcia para mudar o cenário que está colocado. Não sei se é porque estamos acostumados a só homologar o que já está posto ou estamos desistindo mesmo de lutar.

Para que o jogo dê uma reviravolta ou fique mais emocionante é preciso de agentes que subsidiem esse processo. Devemos dar um basta na passividade em aceitar as coisas como estão. Temos que tomar a responsabilidade para nós e acreditar que é possível melhorar a política no nosso Estado, em todos os âmbitos, e fechar o cerco aos velhos “capas”, como Theodorico Ferraço, Paulo Hartung e vários outros nomes, que até hoje influenciam e orientam, da pior maneira possível, alguns dos nossos representantes, aqui no Estado.

Espero que possamos - não elegendo os candidatos apoiados por eles - diminuir o poder e influência dos  mesmos, renovando personagens e construindo um novo capítulo da nossa história.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

0 Eleições 2012



Venho aqui me justificar com os apoiadores, eleitores, amigos e familiares os motivos de não ter registrado a minha candidatura para eleição deste ano, em 2004 foi candidata para contribuir com o projeto político do partido dos trabalhadores e fomentar o debate na cidade, apesar do número de votos não ter sido expressivo tenho certeza que avançamos e fizemos uma boa disputa de ideias e posicionamentos.

Em 2008 pelos mesmos motivos e por ter um maior entendimento da importância de discutirmos no município políticas públicas de juventude e a especificidade das pessoas que estão na faixa etária dos 16 aos 29 anos, mais uma vez saímos candidatos e tentamos dialogar com a sociedade num todo, mostrando a importância da política publica de juventude, transição geracional e a importância de inovação e renovação da câmara municipal, dobramos em mais de cem por cento o número de votos, isso nos mostrou uma maior abrangência com o debate que construímos. Tenho a consciência tranquila que contribui e tenho muito a contribui com o partido na cidade e que não desisti de disputar a eleição somente adiei.

Este ano seria candidata novamente pelo Partido dos Trabalhadores em Guarapari, mas devido a questões pessoais não levei a diante, porém isso não quer dizer que estou me abstendo no processo pelo contrário. Quero contribuir com a candidatura dos companheiros e companheiras do PT, mesmo não estando integralmente na cidade.

As demandas que tenho esse ano no PT são grandes, faço parte atualmente da executiva estadual da Juventude do PT como coordenadora de Movimentos Sociais e temos o compromisso de trabalhar a juventude do PT no Espírito Santo.

Quero também agradecer o apoio, carinho, incentivo e respeito de todos que me ligaram, mandaram mensagens, e-mails, pararam na rua para perguntar da candidatura. Meu muito obrigada pela confiança e melhor que disputar uma eleição é saber que temos pessoas que acreditam e confiam no nosso trabalho.

Lutamos pelo socialismo, a revolução, a estratégia democrático popular, o caráter de classe do PT e trabalhamos para articular a presença da esquerda em governos progressistas na América Latina e no Brasil com a luta pela superação do capitalismo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

0 Segue a vida...

Na política em Guarapari nada mudou, hoje ultimo dia para as articulações já que amanhã serão registradas as candidaturas, o cenário que já se apontava continuará. A eleição será polarizada entre PPS e PSB.

O grupo do PSB é o que tem maior base aliada, mas isso não quer dizer que a eleição tá ganha, muito pelo contrário. O PSB terá que mostrar muito trabalho e dialogar com a sociedade em geral, pois a administração do PPS é bem avaliada e o prefeito também tem grande inserção nas classes B e C.

Cabe aos partidos aliados do PSB irem para rua e debaterem o projeto político encabeçado por todos os partidos. É importante reafirmar os investimentos do governo federal e estadual no município e implementar um orçamento participativo envolvendo cada vez mais a sociedade nos espaços de decisão, pois isso é uma gestão democrática e de esquerda.

O PSB juntou partidos da base aliada do governo federal e também da oposição, mas espero que seja coerente e pense a relação de Guarapari com o governo do estado e federal.

Parabéns ao PSB pela excelente articulação política, um excelente debate e sucesso nas eleições. Vamos lá Guarapari, igual disse o Henfil: “Tô vendo uma esperança”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...