segunda-feira, 18 de março de 2013
0 PT Sênior
O Partido dos Trabalhadores com os seus 33 anos de existência, dentre esse tempo dez anos de governo, fez mudanças consideráveis no país, mas não soube trabalhar a renovação a partir da transição geracional, o desgaste e esgotamento das lideranças que construíram esse partido. A conjuntura da criação do PT para os dias de hoje é diferente, o que muitas vezes dificulta o entendimento de parte dos companheiros sobre a configuração atual da juventude que não conseguem enxergar que a dinâmica, a organização e as necessidades, enfim a pauta política da juventude é outra, e continuam a exigir da juventude o comportamento e atuação da época de fundação do partido.
Compreender a juventude dos dias atuais, suas bandeiras, visões e formas de organização e um desafio sobre o qual devemos nos debruçar de forma urgente, quais suas principais dificuldades, qual a ferramenta usam para se comunicarem, o que entendem em ser jovem. São perguntas que teremos que responder para que consigamos fazer um diálogo real e aberto com a juventude brasileira.
No último congresso nacional do PT foi aprovada a proposta que coloca 20% das vagas do diretório para os/as jovens, não negamos a importância desse avanço, porem sabemos que isso não garante a participação efetiva da juventude, uma vez que podemos cair na armadilha do juventudismo, nos preocupando apenas em cumprir a cota sem trabalhar a formação e qualificação dos quadros que devem assumir esse espaço. Se não debatermos seriamente a importância, da qualificação dos militantes petistas em especial de nossa juventude, estaremos comprometendo todo legado politico do partido acumulado durante esses anos e nos condenando a morte.
Para que o PT não perca o debate ideológico e preciso investir seriamente na formação e organização de seus militantes, rompendo com a linha politica adotada pela atual maioria, que privilegia a quantidade e não a qualidade, formando um exercito de “botellas vazias” incapazes de sustentar a disputa ideológica e construir e assegurar a sustentação necessária para nossas politicas e governos.
Os militantes precisam de acumulo teórico para entenderem o nosso objetivo, saberem que rumo seguir e terem embasamento teórico para a luta, só conseguiremos fazer a verdadeira revolução quando tivermos militantes convictos ideologicamente, por isso não podemos perder de vista a necessidade dos espaços de debates, estudos e formulações.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
0 GUARAPARI terá um mês de campanha eleitoral
O PT Guarapari, após ampla reunião de análise da conjuntura municipal e os desdobramentos ocorridos devido ao momento político atípico na cidade, após decisão de uma nova eleição no dia 03 de fevereiro de 2013, decidiu por ter candidatura própria.
Essa candidatura irá discutir um projeto de governo participativo
e popular, uma administração que abrirá diálogo com os movimentos sociais,
empresários, estudantes, todos os cidadãos da cidade saúde.
Avaliamos que o momento é importante para a cidade e não
devemos abrir mão de debater os rumos que Guarapari, pois a instabilidade
política enfrentada desde 1993 tem levado o município à estagnação.
O companheiro Demarco se colocou à disposição de continuar
com o nome na disputa, afim de fazer um debate franco e aberto com a sociedade.
A convenção do partido ficou para o dia 03 de Janeiro, ultimo dia para os
partidos realizarem suas convenções.
O PT como já tem feito, buscará conversar com todos os
partidos aliados tanto da base do governo federal como estadual. Tendo como
prioridade o PSB aliado histórico no país e no Espírito Santo e o PC do B, além
do PV que compuseram com o partido a coligação “Renovação pra valer” que elegeu
dois vereadores.
É extremamente importante uma candidatura do campo
democrático-popular que unifique os partidos no município, já que a cidade historicamente
foi administrada por governantes que não ouvem a população.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
0 Tudo novo de novo e mudanças permitidas!
Vamos iniciar o último mês do ano, espero que Dezembro feche
as portas de 2012 com tudo se adequando de maneira harmônica. Não consegui
parar para analisar o que foi 2012 para mim, mas sei que desde 2011 o começo do
ano é de mudança e esse não foi diferente.
Rompi com alguns posicionamentos, vivo em duas cidades,
tenho feitos serviços domésticos, aprendendo a me virar sozinha. Mudei de
emprego, conheci pessoas, ganhei amigos, distanciei de alguns, devido ao tempo,
distância geográfica e resolvi só ficar perto do que me faz bem.
Porém a minha essência não muda, continua a acreditar num
país melhor. Que todo ser humano é bom, de vez enquanto a vida me dá um
sacodes, mas continuo firme e finco os meus dois pés no chão.
Aprendi com minha mãe que a vida é feita de luta, por isso
não entrego nunca uma batalha, mesmo que racionalmente saiba que é difícil ganhar,
mas sempre prefiro não desistir. Você quer saber se estou certa? Realmente não
sei, só sei que vivo bem comigo assim e para mim é o que importa.
Vou caminhando, tentando levar minha vida no descontrole que
ela sempre me coloca e procurando ser feliz, amando e respeitando a tod@s. Para
mim nada mais importante do que os nossos iguais.
Amo minha cidade, meu povo, meu país. Sou capixaba sim senhor!
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
0 No dia 20 de Novembro, salve as diferenças.
O Brasil Colônia teve como base para o seu desenvolvimento a mão de obra escrava. Por intermédio do tráfico de negros, trouxemos várias famílias que foram obrigadas a viver no país em condições sub-humanas.
A sociedade, por não aceitar as
diferenças, impôs aos negros a classificação de inferiores. Tudo devido à diferença entre a pigmentação
da pele e a cultura. Uma história contra a escravidão foi a luta do Zumbi, um
escravo do Quilombo dos Palmares, que morreu no dia 20 de novembro, na batalha por liberdade.
Em homenagem a Zumbi, a data foi
escolhida para ser o dia da consciência negra, dia em que devemos refletir
sobre as diferenças e a importância da cultura de um povo que transformou o que
Brasil que somos.
Nós brasileiros somos todos negros,
todos sem exceção. Quem não comeu uma feijoada, não ouviu uma música que fala
da cultura afro, não se benzeu, tomou chá de ervas ou simplesmente dançou
capoeira? Essas e outras coisas são influências da cultura afro, de um povo que
é o mais brasileiro de todos e que continua a ser discriminado.
Em Guarapari temos um quilombo e seus
membros terão suas terras regularizadas pelo Governo Federal, pois a presidenta
Dilma sabe da importância histórica, cultural e real que esse povo tem para o
país. Essa terra não é simples doação. É mais que isso, é um direito adquirido
por anos e que se o governo não tomasse atitude, mais uma vez o povo negro, o
nosso povo, seria retirado de suas terras e ficaria à margem da sociedade.
Salve o meu povo, salve a minha
terra, salve a minhas origens e raízes! Salve a todos nós que somos negros
brasileiros! TODOS SOMOS NEGROS. Eu sou e você também é. Mesmo se alguns não aceitarem as
diferenças, todos temos o direito de ser.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
0 Valorize o que é nosso
O
Brasil por ter sido colonizado, sofre influências de diferentes países e
culturas o que nos enriquece, mas que causa certo desconforto quando valorizamos
mais os movimentos culturais internacionais do que os nossos.
As
pessoas no dia 31 de Outubro comemoram o Halloween que celebra a véspera do dia
de Todos os Santos, a data foi criada pelo povo celta que acreditava que no
último dia do verão, os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos
corpos vivos. Por isso, nas casas usavam figuras como caveiras, bruxas dentre
outros elementos para espantar esses espíritos. Com o tempo houve algumas
mudanças e nos EUA as crianças saem fantasiadas para pedir guloseimas na vizinhança.
Porém,
nesse mesmo dia foi instituído o Dia do Saci personagem da nossa cultura que de
acordo com alguns estudiosos surgiu entre povos indígenas da região Sul do país
durante o período colonial. Era representado por um indígena moreno com um rabo
e vivia aprontando travessuras na floresta. No entanto, quando a história ganha
o norte do Brasil sofre algumas modificações recebendo influência da cultura
africana. O Saci se torna um jovem negro com uma perna, pois de acordo com a
história tinha perdido a outra na capoeira, usa um gorro vermelho e um cachimbo.
Esse personagem folclórico apesar das travessuras é um grande conhecedor das
ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. De
acordo com o mito, quem busca ervas na floresta deve pedir autorização ao
Saci.
Precisamos
valorizar e pesquisar mais sobre a nossa cultura, pois é a melhor forma de nos
reconhecermos como sujeito ativo da história de um país tão rico culturalmente e
extenso como o Brasil. Atrevo-me a dizer que nenhum país no mundo tem tanta
diversidade cultural como o nosso, temos vários “brasis” num só
Brasil.
Encerro
aqui com a frase do médico e escritor Dimos Iksilara que diz: “ser livre é
conseguir flutuar entre a diversidade e a multiplicidade, sem perder a própria
identidade”.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
0 O sentido do “novo” nas eleições municipais no ES
Desde o final do primeiro turno das eleições municipais paira uma inquietude em alguns setores da sociedade que buscam refletir sobre esse fenômeno da “mudança”, o tal discurso do “novo” que se abateu com intensidade e convenceu o eleitorado, principalmente nos municípios da Grande Vitória.
A população levou ao 2º turno dessas eleições em municípios expressivos candidatos que não tem projeto nem programa para essas respectivas cidades, eles passaram para a segunda etapa do pleito apenas transmitindo a imagem de que representam uma ruptura com o passado e estão dispostos a construir o que eles publicitariamente consideram ser o “novo”.
E não apenas esses, mas também os “velhos” políticos, abatidos pela mesma onda, foram obrigados a embarcar nessa fantasia fetichista, para oportunamente tentar convencer o eleitorado de que também representam ideias modernas, novas e capazes de romper com as já consagradas práticas retrógradas que permeiam determinados clãs da política capixaba, dos quais eles mesmos são parte.
Numa análise mais criteriosa do processo, que implica em identificar também certas características da sociedade contemporânea, tendo em vista que as pessoas em tese fazem escolhas a partir do arcabouço cultural, sua visão de mundo e seus valores, é possível identificar traços que podem explicitar de maneira mais objetiva esse desejo da “mudança”, essa busca fugidia pelo “novo”, que não representa em si um valor.
A eleição se transformou num jogo de marketing, no qual os políticos passaram a ser vendidos como um produto, sendo oferecidos aos eleitores, assim como se oferece um celular, um carro ou um apartamento. A política é negociada com as mesmas ferramentas, estratégias e jargões do marketing comercial.
A maioria dos candidatos apresentam programas de governo que mais se parecem cartas de intenção, demonstram total inabilidade para estruturar as ideias ou mesmo defender um projeto articulado e bem definido para a cidade, restando a esses apenas o convencimento através de estratégias simplistas e rasas, a exemplo de musiquinhas chicletes que se tornaram hits. Em resumo, a “marketização” das campanhas tem confirmado a tese de que as disputas eleitorais estão cada vez mais esvaziadas e despolitizadas, com pouquíssimas oportunidades para o debate franco e aberto de ideias e projetos, que deveriam apontar soluções factíveis para os reais problemas que as cidades enfrentam.
Se a política é oferecida como um produto, o que resta ao eleitor se não reproduzir o comportamento de consumidor já tão arraigado e familiar ao seu cotidiano? Como se comportam os consumidores? O que os mobiliza? Com que se identificam? Como fazem suas escolhas? A partir de quais critérios?
Numa sociedade de consumidores o apelo ao novo é um imperativo. Há um desejo latente, um “apetite insaciável pela novidade”, um querer fugaz que rapidamente dilapida, destrói e consome a política-produto, tornando-a obsoleta e ultrapassada num piscar de olhos, mesmo quando esse novo não se sustenta a uma análise mais profunda, quando ele não passa de um clichê, de um fetiche mercadorizado, superficial e fútil. É a urgência da descartabilidade irresponsável!
Sobre a famigerada “mudança” ela é mais uma das características fundantes da sociedade moderna. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, autor de “Modernidade Líquida”, conceitua os seres modernos como aqueles que estão unidos em torno de formas de vidas marcadas pela fragilidade, fugacidade, e desejo de câmbios constantes.
O desejo de mudança expresso nessas eleições não nos conduzirá a uma “nova ordem”, nem a novas práticas políticas, muito menos ao que há de realmente novo na política brasileira: fortalecimento do estado, respeito à diversidade humana, justiça social, gestão democrática, políticas públicas consistentes, foco nas políticas sociais para o desenvolvimento humano e o cuidado das pessoas.
Apesar de espalharem a célebre frase “as pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem”, a história de vida desses candidatos advogam contra eles, pois denunciam que ao contrário do que em período eleitoral propagam, eles têm servido mais como reprodutores do status quo, do que de fato agido para que mudanças substanciais e estruturais aconteçam.
Infelizmente, as opções que aí estão representam grupos já consolidados na política capixaba, que têm sistematicamente feito oposição às políticas públicas progressistas. Ao mesmo tempo em que defendem eficiência e modernidade, praticam o clientelismo, fazem joguetes políticos, são parte do projeto neoliberal em curso no Espírito Santo, capitaneado pelo ES 2025, que tem colocado à margem o interesse público da ampla maioria da população dessas cidades e desse estado.
A escolha desse “novo” dialoga mais com um desejo volátil e efêmero, evasivo e caprichoso de mudar por mudar, “um desejo que tem a si mesmo como objeto constante, e por isso mesmo está fadado a permanecer insaciável” (Bauman, 2001). Os eleitores-consumidores, movidos apenas por esse desejo fugaz, quando alcançam a coisa desejada são surpreendidos pelo sentimento de perda de valor, de perda de sentido. Como diz Bauman, “a chegada, o fim definitivo de toda escolha, parece muito mais tediosa e consideravelmente mais assustadora do que a perspectiva de que as escolhas de amanhã anulem as de hoje. Só o desejar é desejável – quase nunca sua satisfação”.
O pior é quando tomarem consciência de que o produto novo que acabaram de adquirir, não passa de propaganda enganosa, de uma embalagem vultosa aos olhos e aos sentidos, mas vazia e rasa de propósitos que visem uma mudança real de valores e de sociedade.
Por Wanderson Mansur – jornalista e membro da AE/PT no ES
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
0 Justiça?
Os "ingênuos" juízes condenam os heróis da Pátria em nome de uma rigorosidade jurídica que jamais praticaram (a não ser quando o STF capitulou às ditaduras sem maiores resistências e passou a praticar o rigor do verdugo). E ainda temos que ouvir hipócritas lamentações de alguns daqueles togados, dizendo que é com o coração partido que condenam José Dirceu e José Genoino, dizendo que a estrada é longa e que mesmo que você tenha lutado toda sua vida pelas liberdades democráticas, mas que em determinado momento cometa algum deslize, tem que ser punido. Quanta podridão! Que deslize? que erro? Onde estão as provas? Collor foi absolvido pelo supremo por falta de provas, inclusive com o voto do Ministro Celso de Mello que agora, solenemente, condena Genoino, José Dirceu e Delúbio sem provas, apenas por deduções, abusando do tal "domínio dos fatos" e desconsiderando, sem maiores pudores, a ausência de provas cabais, de atos de ofício, nada!
Um dia ainda iremos saber quais os motivos que os levaram a condenar sem provas, apenas sustentados pela delação de um réu, cuja maior notoriedade sustenta-se no fato de ter sido o comandante da tropa de choque de Collor no Congresso Nacional durante o processo do impeachment; por tênues indícios (lembrem-se que o Prevaricador Geral da República disse em sua apresentação, que era muito difícil ter provas contra o chefe, no caso, segundo ele, José Dirceu, como se estivessem sendo julgados verdadeiros mafiosos); por ilações e suposições.
A história saberá coloca-los no lugar que merecem. Enquanto isso, as fortunas construídas nas barbas do STF e do MPF com dinheiro público ao longo de décadas e mais recentemente com volúpia jamais vista, durante as privatizações federais ocorridas na última década do século passado e início do atual; com o esquema dos sangue suga; do mensalão mineiro; com as fraudes investigadas pela operação Santiagraha e outras investigações conduzidas pela Polícia Federal e abortadas por forças ocultas ou não tão ocultas assim; com o dinheiro de Furnas, conforme lista divulgada e abafada; e tantos outros notórios episódios de malversação do erário, que continuam a dar a seus beneficiários os mais destacados privilégios sem que tenham qualquer preocupação com os rigores da lei, inimputáveis que são, que até agora foram, se depender do STF e do MPF.
Estes senhores circulam alegremente pelos salões da república, dos convescotes patrocinados pela elite conservadora, festejados e venerados. Tristes trópicos. Um Supremo Tribunal Federal, guardião jurídico da Constituição, que se apequena a ponto de se permitir juiz de uma Ação Penal. Lamentável. Mais do que isso: O Paraguai é aqui!
texto Cláudio Machado
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