quinta-feira, 24 de abril de 2014

0 Nébula

"Não sei fazer uma avaliação racional de tudo que envolve o momento chamado vida, talvez seja por não conseguir entender o que realmente é.  A complexidade do que compõe a palavra é algo incompreensível para uma simples mortal.

O que é material é fácil controlar, mas o imaterial não segue uma lógica, uma origem e muitas vezes não correspondem à causa e efeito. Nesse sentido por mais tempo que viva, desconheço o que é a vida. É preciso me adaptar a viver com o desconhecido e aceitar o que é inexplicável  até findar me."

terça-feira, 1 de abril de 2014

0 Gestão de ânimo

A instabilidade política em Guarapari existe há mais de 20 anos, além disso, perdura a forma de gerir a cidade ultrapassada e sem visão de futuro. Isso dificulta o real desenvolvimento do município. Quando digo desenvolvimento não é o lucro empresas, mas melhoria no atendimento e qualidade do serviço público, diminuição das desigualdades sociais e ferramenta que acabem com a miséria e a fome que ainda assola algumas regiões.

Há de convir que a Guarapari de hoje é um pouco mais estruturada e com uma população bem maior, pois a cidade tem um fenômeno imigratório muito relevante a população guarapariense é composto por vários culturas, temos os mineiros, candangos, coreanos, paulistas, muitos escolhem a nossa cidade pela qualidade de vida, pois é uma município de médio porte com uma natureza encantadora e geograficamente pequeno, temos praia e montanha a menos de uma hora de distância.

Porém quando analisamos a gestão municipal há muitos anos nenhuma delas conseguiu superar a expectativa dos moradores, hoje quando questionamos sobre a atual gestão em todos os cantos da cidade a fala é única: “Nem parece que temos prefeito” ou “Acho que tem que retornar o anterior, pois pelos menos sabíamos quem era”. Isso mostra um problema sério que a cidade enfrentar a falta de liderança política.

A risco a dizer que esse gestão será de um só mandato, o que em minha opinião é péssimo, pois demonstra uma incapacidade administrativa, mas ao mesmo tempo uma perca de reeleição é quando o povo não aprovou a maneira e os moldes que o município esta sendo administrado. Então é a partir desse momento que devemos debruçar e refletir, pois se realmente a população tem essa visão em relação à gestão chegamos ao momento que os partidos progressistas e de esquerda têm a responsabilidade de discutir e analisar a conjuntura, por isso é extremamente importante iniciar o debate e construir um projeto político real e avançado, um projeto político que discuta com a cidade e construa a partir daí um programa de governo ousado e avançado.

Porém é impossível que façamos uma construção dessa envergadura sozinhos, é preciso formar uma bloco progressista na cidade que envolva partidos de esquerda, sindicalistas, trabalhadores/as, estudantes, donas de casa, professores/as e qualquer outro morador da cidade que entenda a importância de discutir o município e acredita que esta na hora de termos um gestão municipal avançada, equilibrada e competente.

Esse é o momento de construirmos um bloco progressista e de esquerda para o município, pois temos que fazer um amplo debate com a cidade nas eleições 2016 e assim irmos construindo dia a após dia debatendo com a cidade, disputando idéias e ideais e tendo o compromisso de melhorar a qualidade e vida de todo o povo guarapariense.

Bárbara Hora  
2º vice-presidente do PT Guarapari


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

1 Não é fácil

Vou contar uma história para vocês que parece ser meio “boba”, mas nunca imaginei que precisaria ter foco e disciplina.  Decidi em 5 de janeiro não tomar refrigerantes por 30 dias, pensei poxa deve ser moleza e ficar um  pouco mais saudável é importante,  demorei  três dias até consegui realmente parar,  então no  dia 8 não  tomei uma  gota e fiquei assim até o dia 8 de fevereiro quando voltei a tomar o bendito refrigerante.

Dentre esses dias pode perceber a dificuldade que é mudar o nossos hábitos, é verdade e posso confessar que tinha um tempo que estava diminuindo a quantidade, mas sempre rolava uma latinha de 360 ml. Nos primeiros dias tive muita vontade de consumir, sonhava tomando refrigerante acordava com uma vontade louca, mas tomava o meu suco para paliativo.  Depois do vigésimo dia acho eu que meu organismo foi se adaptando e a vontade diminuía, o meu pensamento diário era “Só faltam  tantos dias”, quando chegou no trigésimo dia não acreditei, tinha acabado o período e não estava com aquela vontade toda que achei que teria quando iniciei o processo.

Porém no sábado até por comodismo e facilidade em dizer sim, num aniversário de criança, tomei dois copos pequenos, não me arrependi, mas fiquei refletindo o quanto é difícil negar algo que tem em todos os lugares. Pensei também a luta que deve ser para os dependentes químicos de álcool e droga que são encontrados facilmente, então cheguei uma conclusão para manter-se saudável é preciso de convicção, disciplina e força de vontade.

Em relação a mim não sei se vou parar de vez, mas estou diminuindo bastante a quantidade.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

0 A importância de 2014

Em abril de 2002 no auge dos meus 18 anos filiei ao Partido dos Trabalhadores, nunca pensei que seria um dos momentos mais importantes da minha vida, a partir da filiação comecei a minha militância no partido e nos movimentos sociais. Aprendi dentro do PT sobre a disputa de classes, a importância da organização social, da existência dos partidos políticos, respeito as adversidades e o que é realmente democracia. O partido foi e é uma grande escola para mim.

Há dez anos fui a candidata mais jovem da história do partido no meu município, senti o peso e a importância de termos uma candidatura jovem que representasse o projeto político democrático e popular defendido pelo PT, abrimos dialogo com as juventudes, fizemos debates para defender o que a juventude quer. Com o apoio da família confeccionamos bandeiras de TNT vermelhas pintadas com a estrela do PT, juntamos uma grana e fizemos o material de campanha, vendemos camisas e assim fizemos a nossa campanha com vontade e disposição. 

Apesar de defender as pautas não tive organicidade enquanto juventude do PT, "conheci" a juventude partidária em 2007,comecei a organizar os poucos de jovens que tinham no partido e em 2009 fizemos o primeiro congresso da JPT em Guarapari, onde fui eleita sec. municipal de juventude e tivemos como delegadas ao congresso estadual da JPT eu e a companheira Cintia Cirino. Fui candidata novamente em 2008, mas dessa vez enquanto JPT.

2012 assumi a coord. estadual de movimentos sociais da JPT, foi um momento importante e difícil em vários aspectos, mas posso pontuar como mais importante as conversar feitas com alguns municípios onde estimulamos a Jornada Nacional de Lutas da Juventude que resultou no município de João Neiva um espaço muito importante para a juventude. Falamos da importância da democratização dos meios de comunicação e os perigos da manipulação da empresa tradicional. Discutimos em Guarapari a criação do conselho municipal de juventude e colaboramos minimamente com a movimento pró-conselho municipal de juventude.

Hoje encerro o ciclo na juventude do PT com a certeza que dei o melhor que pude e que vou continuar lutando pelas pautas da juventude, porém em outros espaço, deixo aos companheiros da JPT meu muito obrigada e a certeza que podem contar sempre comigo.

Juventude Petista de Esquerda e Socialista!

Podem tremer, podem tremer, aqui esta a juventude do PT.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

0 Um sorriso negro, um abraço negro, trás felicidade...

O que houve sábado no shopping Vitória só reforça o posicionamento equivocado, autoritário, racista e opressor da polícia militar do Espírito Santo, podemos perceber através das falas do sec. de segurança que o posicionamento do governo do estado é o mesmo. A partir daí dá para entender o porque de não priorizar a efetivação de política pública  de juventude,  porque o estado não trabalha uma política de redução do extermínio de jovens.

Para o governo jovem é marginal, mas não no sentido de estar a margem da sociedade, é visto como infrator, se for negro é condenação na certa, pois o tom da pele para o estado  é como se fosse uma comprovação real, a Teoria dos fatos usada pelo STF também tem sua efetividade no Espírito Santo.

Leiam o link  abaixo:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/12/os-corpos-negros-que-assustaram-o-shopping-vitoria.html


quinta-feira, 25 de julho de 2013

0 Para dialogar é preciso desmilitarizar

Nunca vivi algo tão constrangedor quanto na sexta-feira (19/07). Acompanhei um pouco na hora do almoço a manifestação, porém julguei que iria acabar ali. Estava almoçando em um restaurante e acompanhando as notícias pela TV. Na saída, percebi a presença de policiais motorizados abordando de forma truculenta as pessoas que estavam andando pelas ruas.

Cheguei na praça Costa Pereira. Havia policiais em todos os lugares. Parecia que estavam "caçando" algo. Presenciei a abordagem de um menino, que foi levado até o Palácio Anchieta. Resolvi acompanhar a ação policial e ao chegar na Cidade Alta, vi um advogado (Rodrigo) algemado. Neste momento, o comandante da operação resolveu dar entrevista. Eu estava simplesmente gravando, como outros colegas jornalistas. Enquanto o militar dava entrevista, manifestantes gritavam "mentira". Neste momento, policiais sem qualquer identificação, pegaram o camarada Fábio Lúcio, do PC do B, pela mochila. No calor do momento, eu e outras pessoas tentamos puxá-lo. Começou a truculência policial. Nos jogaram spray de pimenta (inclusive em uma advogada que tentava impedir os excessos da PM), caímos. Fábio me passou o tablet, que joguei na bolsa. Fui levantada pela polícia, que torceu meu braço. O companheiro do PCdoB foi algemado. Sentei ao seu lado e peguei o celular para ligar. Nesse momento recebi voz de prisão: "você tá presa, não pode ligar".

Fomos retirados do local e colocados no chão ao lado do Palácio Anchieta. O estado mostrou seu desequilíbrio. Aos que questionam, violência e opressão.
Não consegui administrar até agora o que vivemos, ficamos mais de duas horas presos sem saber porque e quando chegamos ao DPJ continuamos sem entender. Tiraram as algemas do Fábio para entrar no DPJ e já dentro da delegacia nos revistaram, sendo que Fábio ficou algemado pelo pés. Alguém perguntou se era preciso me algemar e alguém respondeu que não.
Não resistimos em momento algum, mas ficou claro uma coisa: o desrespeito maior foi com ele, por ser estudante. No meu caso, como todos gritaram que eu era jornalista, o sindicato da categoria fez questão de acompanhar todo o processo e impedir mais excessos. Fui acusada de jogar pedra, xingar e desacato, coisas que não fiz. Apenas estava documentando toda a entrevista para as redes sociais quando fui presa arbitrariamente.

No domingo, assisti pela TV o delegado dizer que fui solta por falta de prova. Porque será? Uma coisa que senti de perto no Espírito Santo é que quem tem retaguarda é respeitado, mas trabalhadores, jovens e estudantes são tratados como bandidos. A pergunta é qual a lei que proíbe pessoas de se manifestarem e jornalistas de registrarem? Pela maneira que a polícia agiu tenho certeza que tinha uma meta, a de prender ao máximo sem critérios. A PM assistiu passivamente os chamados "vândalos" quebrarem vidros do Palácio Anchieta e de alguns bancos. Teria como prendê-los, mas parece que o propósito era outro. Era de deixar quebrar, causar pavor e medo na população para diminuir as manifestações e também abonar os erros e uso excessivo da força. Prenderam trabalhadores que voltavam para casa e sequer tinham participado de manifestações, pessoas que andavam pelas ruas. Sessenta presos e nenhuma lógica legal para as detenções. Apenas a demonstração de poder do Estado, como se ainda estivéssemos em plena ditadura militar.

Quero me solidarizar a toda e todos que como eu foram presos inocentemente e dizer que a diferença de tratamento recebida por Fábio e eu foi o que mais me chocou. Contamos com a assessoria de duas advogadas do Sindicato dos Jornalistas, que impediram que fossem registrados depoimentos deliberadamente falsos dos policiais, que queriam nos enquadrar como vândalos. Agradeço ao sindicato por nos defender da injustiça.

Sexta-feira era para ser apenas um documentário em vídeo das manifestações, mas para mim virou uma bandeira contra a violência policial, que mostrou sua cara tão conhecida nas periferias e que agora atinge a todos, embora nas ocupações as balas não sejam de borracha e as mortes uma "rotina".
Pela desmilitarização da PM e contra a impunidade de um estado que age para criminalizar movimentos sociais: tamô junto!

Bárbara Hora- Jornalista
Coord. Estadual de Movimento Sociais da Juventude do PT

terça-feira, 2 de julho de 2013

0 Espontaneidade

Os movimentos que aconteceram e acontece país afora fortalecem diversas pautas defendidas há anos pelos partidos de esquerda e movimentos sociais: passe-livre, transporte público de qualidade, reforma política, agrária, tributária, fim do fator previdenciário, dentre outras. Por isso a fala equivocada de apolítico ou de anti-partido é um jogada oportunista para os personalistas de plantão que têm como meta serem os salvadores da nação.

Os estilos Joaquim Barbosa (PIG), Aécio Neves (PSDB), Renan Calheiros (PMDB), Feliciano (PSC) dentre outros que se transvestem de amigos, onde o projeto político é individual, mas que tem uma linha ideológica dentro do partido que eles estão (serão) inseridos, porém preferem esconder os posicionamentos desses partidos.

Esse movimento espontâneo, esta sendo disputado por todos os setores, haja visto que a greve geral do dia 1º foi chamada pelas empresas. Essa disputa e no mínimo interessante, pois coloca a direita na situação de defender as pautas históricas da esquerda, porém a mesma não deixa de trabalhar para tirar o foco do debate real, quando culpabiliza a Presidenta da Republica como se fosse o único agente político do país.

As ruas sempre foram palco das grandes manifestações e precisam ser ocupadas sempre. Para nós do Partido dos Trabalhadores essa ocupação é algo que leva o nosso governo a voltar a atenção e pautar um governo mais a esquerda e é isso que queremos.

Um comentário a parte que quero fazer é que o gigante não acordou, pois colocar que só agora o povo acordou é desmerecer uma categoria que nunca dormiu, como o MPA, LGBT, UNE, associação de moradores e vários outros. Quem acordou agora foi o povo que vê no governo uma possibilidade de avanço e começou a pautar isso nas ruas.


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