Acordei ao som de Chico e quero dormir ao som dos pássaros.
A música do Chico não é algo que se ouve simplesmente. A música de Chico a
gente sente, mexe por dentro, afaga e dilacera, faz vim de dentro o sentimento
mais profundo do amor e da revolução. A não aceitação das coisas como estão e
que podem ser mudadas, porque tudo só depende de nós. Amanhã vai ser outro dia...
se você quiser!
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
0 Temos opção, mudar ou mudar
A 58 dias
da eleição, nada se move no tabuleiro político e nenhum jogador tem audácia ou
astúcia para mudar o cenário que está colocado. Não sei se é porque estamos
acostumados a só homologar o que já está posto ou estamos desistindo mesmo de
lutar.
Para que o jogo dê uma reviravolta ou fique mais emocionante é preciso de agentes que subsidiem esse processo. Devemos dar um basta na passividade em aceitar as coisas como estão. Temos que tomar a responsabilidade para nós e acreditar que é possível melhorar a política no nosso Estado, em todos os âmbitos, e fechar o cerco aos velhos “capas”, como Theodorico Ferraço, Paulo Hartung e vários outros nomes, que até hoje influenciam e orientam, da pior maneira possível, alguns dos nossos representantes, aqui no Estado.
Espero que possamos - não elegendo os candidatos apoiados por eles - diminuir o poder e influência dos mesmos, renovando personagens e construindo um novo capítulo da nossa história.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
0 Eleições 2012
Venho aqui me justificar com os apoiadores, eleitores, amigos e familiares os motivos de não ter registrado a minha candidatura para eleição deste ano, em 2004 foi candidata para contribuir com o projeto político do partido dos trabalhadores e fomentar o debate na cidade, apesar do número de votos não ter sido expressivo tenho certeza que avançamos e fizemos uma boa disputa de ideias e posicionamentos.
Em 2008 pelos mesmos motivos e por ter um maior entendimento da importância de discutirmos no município políticas públicas de juventude e a especificidade das pessoas que estão na faixa etária dos 16 aos 29 anos, mais uma vez saímos candidatos e tentamos dialogar com a sociedade num todo, mostrando a importância da política publica de juventude, transição geracional e a importância de inovação e renovação da câmara municipal, dobramos em mais de cem por cento o número de votos, isso nos mostrou uma maior abrangência com o debate que construímos. Tenho a consciência tranquila que contribui e tenho muito a contribui com o partido na cidade e que não desisti de disputar a eleição somente adiei.
Este ano seria candidata novamente pelo Partido dos Trabalhadores em Guarapari, mas devido a questões pessoais não levei a diante, porém isso não quer dizer que estou me abstendo no processo pelo contrário. Quero contribuir com a candidatura dos companheiros e companheiras do PT, mesmo não estando integralmente na cidade.
As demandas que tenho esse ano no PT são grandes, faço parte atualmente da executiva estadual da Juventude do PT como coordenadora de Movimentos Sociais e temos o compromisso de trabalhar a juventude do PT no Espírito Santo.
Quero também agradecer o apoio, carinho, incentivo e respeito de todos que me ligaram, mandaram mensagens, e-mails, pararam na rua para perguntar da candidatura. Meu muito obrigada pela confiança e melhor que disputar uma eleição é saber que temos pessoas que acreditam e confiam no nosso trabalho.
Lutamos pelo socialismo, a revolução, a estratégia democrático popular, o caráter de classe do PT e trabalhamos para articular a presença da esquerda em governos progressistas na América Latina e no Brasil com a luta pela superação do capitalismo.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
0 Segue a vida...
Na política em Guarapari nada mudou, hoje ultimo dia para
as articulações já que amanhã serão registradas as candidaturas, o cenário que
já se apontava continuará. A eleição será polarizada entre PPS e PSB.
O grupo do PSB é o que tem maior base aliada, mas isso
não quer dizer que a eleição tá ganha, muito pelo contrário. O PSB terá que
mostrar muito trabalho e dialogar com a sociedade em geral, pois a
administração do PPS é bem avaliada e o prefeito também tem grande inserção nas
classes B e C.
Cabe aos partidos aliados do PSB irem para rua e
debaterem o projeto político encabeçado por todos os partidos. É importante
reafirmar os investimentos do governo federal e estadual no município e
implementar um orçamento participativo envolvendo cada vez mais a sociedade nos
espaços de decisão, pois isso é uma gestão democrática e de esquerda.
O PSB juntou partidos da base aliada do governo federal e
também da oposição, mas espero que seja coerente e pense a relação de Guarapari
com o governo do estado e federal.
Parabéns ao PSB pela excelente articulação política, um
excelente debate e sucesso nas eleições. Vamos lá Guarapari, igual disse o
Henfil: “Tô vendo uma esperança”.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
0 Não sou nenhum pai-joão
Tem uma música que
diz: ”Você só dança com ele e diz que é sem compromisso é bom acabar com isso
não sou nenhum pai-joão”.
A partir dessa
música quero aqui dizer que muito me constrange a aliança do PT de São Paulo
com o PP que traz Paulo Maluf como seu principal expoente, porém os partidos
políticos não são pessoas, e sim um grupo, por isso o fato do PT se coligar ao
PP não é o problema, o problema é o PP aceitar Maluf no partido e ele ter uma
expressiva votação para deputado.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
0 Contribuição com tema ambiental
Estou a mais de um mês sem escrever aqui, peço desculpas aos
que me visitam por isso. Ainda não vou postar um texto meu, mas quero aqui
socializar um excelente texto do amigo Wanderson Mansur.
Os limites do capitalismo verde
A questão ambiental
tem se apresentado como uma das mais prementes do momento histórico que
atravessamos, sua problemática tem lançado incertezas sobre o futuro e colocado
em xeque o atual modo de vida – baseado no consumismo e na descartabilidade.
A continuidade
desse modelo tem sido questionada, principalmente pela finitude dos recursos
naturais - antes tidos como inesgotáveis, e que agora mais do que qualquer
outra idéia ou ideologia tem se colocado como um entrave objetivo na reprodução
do capitalismo e sua sociabilidade consumista.
O atual momento de
crise, protagonizado por catástrofes ambientais e mudanças climáticas,
indicando alterações profundas da Terra, em resposta às ações degradantes
imprimidas pela humanidade e seu modelo hegemônico de desenvolvimento.
Há uma crença na
possibilidade irrefreável de um desenvolvimento progressivo e linear das forças
produtivas, embora a natureza demonstre sinais de esgotamento. O modelo não é
revisto ou mesmo questionado como sendo insustentável para as futuras gerações,
ao contrário, o esforço é para demonstrar que o atual estágio de
desenvolvimento é capaz de produzir por si a saída.
Num mundo permeado
pela técnica, pelos meios informáticos e de comunicação global, a saída não
poderia advir de outro lugar senão da tecnologia, cada vez mais vista como o
agente capaz de mitigar os impactos gerados pelo modelo predatório em curso.
Como os países não
querem rever seus índices de emissão de gases de efeito estufa, a alternativa
encontrada por eles para frear as mudanças climáticas provém de pesquisas
científicas nas áreas de geoengenharia e nanotecnologia, que mais se parecem
experimentos de filmes de ficção científica. Trata-se de processos de
intervenção humana no clima por meio de tecnologias capazes de alterar o ambiente
planetário a partir de aspectos físicos, químicos ou biológicos do ecossistema
global.
A saída tecnológica
divide opiniões. De um lado, a comunidade científica que tem se colocado
favorável a esse tipo de alternativa, e do outro, ambientalistas veementemente
contrários a tais idéias, por alegarem que não existem estudos científicos
confiáveis capazes de assegurar a eficácia desse tipo de intervenção, e ainda
alertam sobre os impactos irreversíveis, caso fossem implantados.
Os principais
argumentos dos ambientalistas contrários a tais práticas residem no fato de que
a manipulação da natureza em grande escala segue desconhecida, e podem
representar um risco à biodiversidade; os projetos são caros, orçados em
bilhões de dólares e tem sido vistos como dispositivos utilizados por governos
para deixar de tomar as medidas necessárias para a diminuição efetiva da
diminuição das emissões de carbono na atmosfera.
Esse é apenas um
prelúdio do que serão as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o
Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a ser realizada em junho, na
cidade do Rio de Janeiro.
Tendo em vista o
contexto de crise sistêmica do capitalismo, espera-se poucos avanços e
compromissos. Na verdade a crise é mais um pretexto para que o capitalismo reafirme
sua flexibilidade e aproveite esse momento como mais uma oportunidade para se
desenvolver e manter sua hegemonia. A bola da vez é apropriar-se das riquezas
naturais, e aproveitar o encontro global para aprofundar os mecanismos da
economia verde e desenvolver um bom business, os famigerados
“negócios verdes”.
No entanto, haverá
sim espaço para discussão crítica e lúcida acerca das crises que enfrentamos.
Esse espaço é a Cúpula dos Povos, que está sendo proposto por movimentos
sociais e de ambientalistas e acontecerá paralelamente ao evento oficial. Com o
lema, “Venha reinventar o mundo”, eles pretendem debater as causas estruturais
da atual crise civilizatória.
A pergunta que fica
é a seguinte: é possível desenvolvimento sustentável no capitalismo? Creio que
sustentabilidade e capitalismo são termos diametralmente opostos e que a
resposta mais concreta e radical, tanto à crise financeira, quanto a crise
ambiental, seria o ecossocialismo, fundado não mais numa divisão
binária-cartesiana entre homem e natureza, mas num modelo de sociabilidade onde
os seres humanos não são vistos como hierarquicamente superiores as demais
formas de vida, e onde a produção de valores de uso estaria a serviço da
satisfação das necessidades sociais e a preservação do meio ambiente.
O texto esta publicado no Página 13
terça-feira, 8 de maio de 2012
0 Estranho
Tenho lido muita coisa nos jornais e hoje resolvi escrever sobre a discussão no Partido dos Trabalhadores, são viáveis e muito importante todos os debates internos e a divergência de pensamento num partido de massas como o PT, porém tento entender o posicionamento do partido no Espírito Santo.
O PT nas eleições presidenciais apesar de ter investido no Estado e ajudado ao governo anterior dando subsídios para o desenvolvimento do ES em diversas áreas sempre foi visto como partido de oposição pelo governador em exercício que nunca sequer apoiou a campanha do Lula ou da Dilma.
Não tem como entender, o porquê que alguns “iluminados do PT” (ou serão lideranças?), quererem continuar a apoiar uma liderança que representa oposição ao governo Dilma e ao PT. A única explicação plausível para mim é querer destruir toda a história do PT e deixar que o mesmo se torne um “partidinho” onde existe somente para servir de joguete.
O presidente estadual do PT nas entrevistas diz manter neutralidade sobre Guarapari, o que é o certo, pois só conhece a realidade política do município quem nela vive. Porém no caso de Vitória o presidente estadual insiste em querer conduzir o processo desqualificando assim a executiva municipal e todo o diretório que é responsável por conduzir o processo do partido na capital.
Devemos fazer a seguinte reflexão: estrategicamente Vitória é importante para o PT por ser a capital do Estado e termos uma candidatura na capital servirá de ferramenta para dialogarmos com a sociedade e discutirmos o modo petista de governar. Além disso, a nossa candidatura na capital reforça as outras candidaturas.
Vamos de candidatura própria em Guarapari, Vitória, Cariacica, Colatina e Cachoeiro! Temos como obrigação militante defender o posicionamento do governo federal e levar esse debate para as cidades onde teremos candidatura.
Quero aqui dizer que o PT não é a Maria, João, José ou Joana, mas é o conjunto de todos e não tem dono.
O PT nas eleições presidenciais apesar de ter investido no Estado e ajudado ao governo anterior dando subsídios para o desenvolvimento do ES em diversas áreas sempre foi visto como partido de oposição pelo governador em exercício que nunca sequer apoiou a campanha do Lula ou da Dilma.
Não tem como entender, o porquê que alguns “iluminados do PT” (ou serão lideranças?), quererem continuar a apoiar uma liderança que representa oposição ao governo Dilma e ao PT. A única explicação plausível para mim é querer destruir toda a história do PT e deixar que o mesmo se torne um “partidinho” onde existe somente para servir de joguete.
O presidente estadual do PT nas entrevistas diz manter neutralidade sobre Guarapari, o que é o certo, pois só conhece a realidade política do município quem nela vive. Porém no caso de Vitória o presidente estadual insiste em querer conduzir o processo desqualificando assim a executiva municipal e todo o diretório que é responsável por conduzir o processo do partido na capital.
Devemos fazer a seguinte reflexão: estrategicamente Vitória é importante para o PT por ser a capital do Estado e termos uma candidatura na capital servirá de ferramenta para dialogarmos com a sociedade e discutirmos o modo petista de governar. Além disso, a nossa candidatura na capital reforça as outras candidaturas.
Vamos de candidatura própria em Guarapari, Vitória, Cariacica, Colatina e Cachoeiro! Temos como obrigação militante defender o posicionamento do governo federal e levar esse debate para as cidades onde teremos candidatura.
Quero aqui dizer que o PT não é a Maria, João, José ou Joana, mas é o conjunto de todos e não tem dono.
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