quarta-feira, 12 de novembro de 2014

0 Fim das eleições 2014

Retorno a escreve no meu blog após a efervescência de acontecimentos e a grande disputa eleitoral que tivemos no Brasil, disputa essa que acirrou os ânimos e que como toda disputa teve seus autos e baixos.
A vitória da presidenta Dilma não foi simples de ser alcançada e até hoje temos uma parte da sociedade que ainda não aceitou a derrota do projeto político representado pelo PSDB, eu já esperava essa atitude devido à intransigência de alguns que pude senti no processo político eleitoral.
Em Guarapari, por exemplo, ouvi várias denuncias de mesários induzindo votos ao candidato do PSDB, além de ofensas que foram dirigidas aos eleitores de Dilma, transporte de urna no carro que estava a serviço do TRE e com adesivos do candidato Aécio Neves. Espero que as pessoas que sofreram qualquer tipo de agressão e tenha presenciado algo irregular tenha denunciado.
Algumas irregularidades eleitorais acontecem às vezes por falta de conhecimento dos apoiadores, mas o debate do ódio o desrespeito dentre outras coisas que aconteceram aqui em Guarapari não foi uma manifestação individual, mas sim direcionada onde a coordenação da campanha do PSDB não informou aos seus aliados e apoiadores que estávamos numa disputa política.
Chamo a atenção dos dirigentes e lideranças que estavam na campanha do candidato Aécio Neves, pois esse movimento do ódio e agressão às pessoas é algo muito perigoso e que pode ficar fora do controle, tenho grandes amigos que na política compõe o campo encabeçado pelo PSDB, sabemos das nossas diferenças, sempre tivemos firmezas das nossas posições e convicções e espero que isso não se perca, porém é hora da direita do município de Guarapari chamar os seus aliados e informar que a disputa eleitoral já terminou e que se for para fazer uma oposição que seja qualificada.
No mais quero agradecer aos 20.815 guaraparienses que votaram na Dilma e acreditaram no projeto de país representando por nós, e dizer aos eleitores do candidato Aécio que a companheira Dilma é a presidente de todos os brasileiros e brasileiras.

Espero que terminemos esse ano com disseminado respeito e paz!

Campanha Dilma- 11 de Setembro (Ponte Guarapari)
Campanha Dilma- 24 de Outubro (Educação)

Caravana Dilma Presidente

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

0 “Agora chegou a vez, vou cantar mulher brasileira em primeiro lugar” Benito Di Paula

As mulheres tem alcançado a participação em diversos espaços políticos de decisão, mas ainda é preciso ampliar, somos hoje 52,13% do eleitorado nacional, mas na câmara das 513 cadeiras 8% são ocupadas por mulheres, no senado dos 81 senadores 13,58% são mulheres. Temos hoje uma mulher na presidência da república que é um marco para todas nós.

Mesmo com a obrigatoriedade de 20% de mulheres nas chapas proporcionais, muitas delas infelizmente são registradas como candidaturas “laranjas” somente para cumprir a legislação, nisso colocam esposas, amigas, filhas e nos continuamos a sermos usadas e não protagonistas de nossa história. É preciso lembrar que as mulheres possuem inúmeras tarefas diárias que lhes foi imposta como sendo de responsabilidade exclusiva delas, como cuidar de filhos, lavar louças, cozinhar dentre outros a fazeres doméstico.

Esses fatores são mais uma de inúmeras ferramentas usadas para nos oprimir, pois quando não tratamos uma candidatura feminina com igualdade entre as demais, reforçamos uma prática patriarcal onde os homens são prioridades e direcionam as ações. É preciso também reafirmar que os serviços domésticos não são tarefa exclusiva das mulheres, pois só serve para reduzir sua área de atuação, assim muitas vezes devido à atividade domestica são impedidas de irem à escola, participar de espaços partidários e desenvolverem outras atividades.

Por fim quero chamar a atenção para outro fator, não é só por ser mulher que se tem o debate de gênero, é preciso ter consciência política da conjuntura que vivemos e solidariedade feminina.  É isso que precisamos nessa eleição, pois é forte a dificuldade das mulheres em participarem do processo eleitoral. Como diz o slogan de uma das minhas candidatas #MaisMudanças#MaisFuturo.
 “Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas” Erasmo Carlos

sexta-feira, 18 de julho de 2014

2 Momento Eleitoral

Tenho escutado muitas coisas a respeito desse período eleitoral em Guarapari, uma delas é “Votem em candidatos de Guarapari” ou “Guarapariense vota em Guarapariense”. É bom lembrar que as eleições de 2014 são para elegermos os nossos representantes que assumirão a Presidência da República, Governo Estadual, além de uma representação no senado, dez representações na Câmara Federal e trinta na Assembleia legislativa.

Vou citar aqui pelo menos as competências dos representantes na câmara federal e na assembleia legislativa do Estado, pois como cidadãos precisamos saber;
Ao deputado federal o ato de legislar e manter-se como guardião fiel das leis e dogmas constitucionais nacionais, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar, derrogar leis, leis complementares, emenda à Constituição Federal, dentre outras.
Aos deputados estaduais a função de legislar, no campo das competências legislativas do Estado, definidas pela Constituição Federal, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar e derrogar lei estaduais, dentre outras.

Devemos votar em quem pode da melhor maneira nos representar e trabalhar pelas demandas do estado na câmara federal, no senado e na assembleia legislativa. No governo federal e estadual é preciso votar em alguém que traga desenvolvimento alinhado a responsabilidade social, tanto para o Brasil que é o caso do governo federal, quanto para o Espírito Santo que é de responsabilidade do governador (a) estadual.

Compreendo o desejo de alguns Guaraparienses em querer eleger alguém da cidade saúde, para um espaço político de destaque no estado, mas tenho certeza que esse debate esta equivocado.

Essa ideia de votar em quem é de Guarapari reduz o município, não somos uma colônia e sim um município do Espírito Santo e de grande importância para o estado, nem podemos nos fechar não votando em candidatos(as) ao senado, presidência, governo estadual por não serem de Guarapari.

Visitem também o site: http://www.plenarinho.gov.br/camara

quinta-feira, 29 de maio de 2014

0 Quero uma sociedade ≠

Tenho me angustiado com os caminhos que a sociedade vem tomando, a disseminação do ódio, a intolerância e o conservadorismo exacerbado são algo que me preocupam. Hostilizam negros, jovens, mulheres, diferenças sociais, culturais. E veem tudo muito normal.

Não é “normal” ter agressões às mulheres todos os dias, não é normal o racismo e a homofobia, não é normal o espancamento até a morte pelo “achismo” que alguém cometeu um fato. A justiça com as próprias mãos que mata é agride, não é justiça, é violência, é crime. Não pode ser normal um jovem assassinado e as justificavas serem “é jovem, deve ser envolvido com o tráfico”.

Não podemos perder a sensibilidade, no inicio desse mês um jornal local noticiou: “Criança denuncia os pais por tráfico”, alguém realmente pensa que uma criança de menos de sete anos tem esse tipo de comportamento ou malícia, o debate em relação à violência e a criminalização da juventude estar tão dissimulado que partem até para o debate de incriminar e culpar as crianças.

Não é normal o julgamento final sem saber a origem do ocorrido. A população às vezes julga o indivíduo pela sua vestimenta, raça, credo ou qualquer outra forma que não corresponde ao que sociedade enxerga como comum, esquece de refletir que somos o que a sociedade tenta nos impor, que é preciso respeitar e encontrar formas para que possamos ter os mesmo direitos e oportunidades.

Acredito que jovens que cometem crimes devem ser responsabilizados, acredito que temos falhas na forma da punição atual, mas a maior falha que vemos hoje na sociedade é o preconceito, que ultrapassa as instituições e são perversos. A cada momento que alguém é julgado pela sua condição social, etária ou de raça, tenho absoluta certeza que nós brasileiros e brasileiras precisamos avançar muito.

terça-feira, 27 de maio de 2014

0 Educar é diferente

Quando a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o PL 7672/2010 que Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante. Observei algumas falas em relação aos legisladores como: “Os pais agora NÃO podem mais educar seus filhos, devido a lei da palmada”.
É preciso deixar claro que esse nome dado pela mídia desqualifica a lei, pois não é uma lei contra a palmada, mas sim a favor de que as nossas crianças e adolescentes não sejam agredidos, torturados e humilhados. Será que tem algum pai que acha que torturar, agredir e humilhar educa? Prefiro não acreditar nisso.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

0 É preciso levar o governo para a esquerda

Vivemos numa conjuntura na qual em várias partes do mundo a população ganha às ruas, para assegurar e reivindicar direitos, no Brasil não foi diferente. O povo tomou as ruas em junho de 2013 com as mais diferentes bandeiras, dentre as históricas de lutas as mais atuais.

O movimento nos mostrou de uma forma simples que as pautas antigas como “Direito a saúde e educação” foram substituídas por “Queremos educação e atendimento público de qualidade”, esse fala nos diz que o país evoluiu, mas é preciso avançar mais.

Notamos de maneira muito discreta no movimento de junho demandas que são essenciais para o país, como a reforma agrária, a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário. Essas pautas ainda são intocáveis para o nosso governo e para a população que não adquiriu consciência da sua importância.

Nesse contexto a esquerda brasileira e os partidos progressistas durante esses mais de 10 anos de um governo “democrático progressista”, não se prepararam e se organizaram para disputar a sociedade. Por isso, hoje alguns não acreditam que a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores aconteceu devido a uma política de governo, mas crêem que conseguiram somente por esforço próprio, esse tipo de posicionamento nos afirma que algo não ficou claro.

Erramos quando dizemos que melhoramos a vida dos trabalhadores e os colocamos como “classe média” ao invés de classe trabalhadora, pois é uma forma de maquiar ou esconder a classe proletária do nosso país.

A conscientização da população também é nossa responsabilidade, por isso é preciso refletir e assumir os nossos equívocos para que possamos a partir de agora não só ganhar os espaços institucionais, legislativo e executivo, mas ganhar corações e mentes, por mais que esse bordão esteja ultrapassado.

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) fundamental para a melhoria estrutural do nosso país que nunca teve antes do governo do PT uma política que trabalha desenvolvimento econômico e social de maneira sensível e coerente, também não se debate com a população.

Para que o governo possa pautar e enfrentar a elite conservadora do nosso país o partido deve se organizar, dialogar com os movimentos e a sociedade em geral, pois só o povo com consciência da importância do seu papel conseguirá colocar o segundo governo Dilma mais a esquerda.

Reafirmo é possível enfrentar e fazer as reformas necessárias para esse país se tivermos com os trabalhadores, estudantes, desempregados enfim com o povo brasileiro. Tenho certeza que em nenhum outro governo será possível debater, propor e efetivar as demandas necessárias para o Brasil, pois esses são compromissos dos partidos progressistas e de esquerda.

A reeleição da companheira Dilma e a ampliação da bancada da esquerda na câmara e no senado, é essencial para que o país continue a reduzir as desigualdades sociais dando mais oportunidades e mudando a vida do povo brasileiro.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

0 Nébula

"Não sei fazer uma avaliação racional de tudo que envolve o momento chamado vida, talvez seja por não conseguir entender o que realmente é.  A complexidade do que compõe a palavra é algo incompreensível para uma simples mortal.

O que é material é fácil controlar, mas o imaterial não segue uma lógica, uma origem e muitas vezes não correspondem à causa e efeito. Nesse sentido por mais tempo que viva, desconheço o que é a vida. É preciso me adaptar a viver com o desconhecido e aceitar o que é inexplicável  até findar me."
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