sexta-feira, 13 de julho de 2012

0 Eleições 2012



Venho aqui me justificar com os apoiadores, eleitores, amigos e familiares os motivos de não ter registrado a minha candidatura para eleição deste ano, em 2004 foi candidata para contribuir com o projeto político do partido dos trabalhadores e fomentar o debate na cidade, apesar do número de votos não ter sido expressivo tenho certeza que avançamos e fizemos uma boa disputa de ideias e posicionamentos.

Em 2008 pelos mesmos motivos e por ter um maior entendimento da importância de discutirmos no município políticas públicas de juventude e a especificidade das pessoas que estão na faixa etária dos 16 aos 29 anos, mais uma vez saímos candidatos e tentamos dialogar com a sociedade num todo, mostrando a importância da política publica de juventude, transição geracional e a importância de inovação e renovação da câmara municipal, dobramos em mais de cem por cento o número de votos, isso nos mostrou uma maior abrangência com o debate que construímos. Tenho a consciência tranquila que contribui e tenho muito a contribui com o partido na cidade e que não desisti de disputar a eleição somente adiei.

Este ano seria candidata novamente pelo Partido dos Trabalhadores em Guarapari, mas devido a questões pessoais não levei a diante, porém isso não quer dizer que estou me abstendo no processo pelo contrário. Quero contribuir com a candidatura dos companheiros e companheiras do PT, mesmo não estando integralmente na cidade.

As demandas que tenho esse ano no PT são grandes, faço parte atualmente da executiva estadual da Juventude do PT como coordenadora de Movimentos Sociais e temos o compromisso de trabalhar a juventude do PT no Espírito Santo.

Quero também agradecer o apoio, carinho, incentivo e respeito de todos que me ligaram, mandaram mensagens, e-mails, pararam na rua para perguntar da candidatura. Meu muito obrigada pela confiança e melhor que disputar uma eleição é saber que temos pessoas que acreditam e confiam no nosso trabalho.

Lutamos pelo socialismo, a revolução, a estratégia democrático popular, o caráter de classe do PT e trabalhamos para articular a presença da esquerda em governos progressistas na América Latina e no Brasil com a luta pela superação do capitalismo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

0 Segue a vida...

Na política em Guarapari nada mudou, hoje ultimo dia para as articulações já que amanhã serão registradas as candidaturas, o cenário que já se apontava continuará. A eleição será polarizada entre PPS e PSB.

O grupo do PSB é o que tem maior base aliada, mas isso não quer dizer que a eleição tá ganha, muito pelo contrário. O PSB terá que mostrar muito trabalho e dialogar com a sociedade em geral, pois a administração do PPS é bem avaliada e o prefeito também tem grande inserção nas classes B e C.

Cabe aos partidos aliados do PSB irem para rua e debaterem o projeto político encabeçado por todos os partidos. É importante reafirmar os investimentos do governo federal e estadual no município e implementar um orçamento participativo envolvendo cada vez mais a sociedade nos espaços de decisão, pois isso é uma gestão democrática e de esquerda.

O PSB juntou partidos da base aliada do governo federal e também da oposição, mas espero que seja coerente e pense a relação de Guarapari com o governo do estado e federal.

Parabéns ao PSB pela excelente articulação política, um excelente debate e sucesso nas eleições. Vamos lá Guarapari, igual disse o Henfil: “Tô vendo uma esperança”.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

0 Não sou nenhum pai-joão

Tem uma música que diz: ”Você só dança com ele e diz que é sem compromisso é bom acabar com isso não sou nenhum pai-joão”.
A partir dessa música quero aqui dizer que muito me constrange a aliança do PT de São Paulo com o PP que traz Paulo Maluf como seu principal expoente, porém os partidos políticos não são pessoas, e sim um grupo, por isso o fato do PT se coligar ao PP não é o problema, o problema é o PP aceitar Maluf no partido e ele ter uma expressiva votação para deputado.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

0 Contribuição com tema ambiental


Estou a mais de um mês sem escrever aqui, peço desculpas aos que me visitam por isso. Ainda não vou postar um texto meu, mas quero aqui socializar um excelente texto do amigo Wanderson Mansur.

Os limites do capitalismo verde

A questão ambiental tem se apresentado como uma das mais prementes do momento histórico que atravessamos, sua problemática tem lançado incertezas sobre o futuro e colocado em xeque o atual modo de vida – baseado no consumismo e na descartabilidade.
A continuidade desse modelo tem sido questionada, principalmente pela finitude dos recursos naturais - antes tidos como inesgotáveis, e que agora mais do que qualquer outra idéia ou ideologia tem se colocado como um entrave objetivo na reprodução do capitalismo e sua sociabilidade consumista.
O atual momento de crise, protagonizado por catástrofes ambientais e mudanças climáticas, indicando alterações profundas da Terra, em resposta às ações degradantes imprimidas pela humanidade e seu modelo hegemônico de desenvolvimento.
Há uma crença na possibilidade irrefreável de um desenvolvimento progressivo e linear das forças produtivas, embora a natureza demonstre sinais de esgotamento. O modelo não é revisto ou mesmo questionado como sendo insustentável para as futuras gerações, ao contrário, o esforço é para demonstrar que o atual estágio de desenvolvimento é capaz de produzir por si a saída.
Num mundo permeado pela técnica, pelos meios informáticos e de comunicação global, a saída não poderia advir de outro lugar senão da tecnologia, cada vez mais vista como o agente capaz de mitigar os impactos gerados pelo modelo predatório em curso.
Como os países não querem rever seus índices de emissão de gases de efeito estufa, a alternativa encontrada por eles para frear as mudanças climáticas provém de pesquisas científicas nas áreas de geoengenharia e nanotecnologia, que mais se parecem experimentos de filmes de ficção científica. Trata-se de processos de intervenção humana no clima por meio de tecnologias capazes de alterar o ambiente planetário a partir de aspectos físicos, químicos ou biológicos do ecossistema global.
A saída tecnológica divide opiniões. De um lado, a comunidade científica que tem se colocado favorável a esse tipo de alternativa, e do outro,  ambientalistas veementemente contrários a tais idéias, por alegarem que não existem estudos científicos confiáveis capazes de assegurar a eficácia desse tipo de intervenção, e ainda alertam sobre os impactos irreversíveis, caso fossem implantados.
Os principais argumentos dos ambientalistas contrários a tais práticas residem no fato de que a manipulação da natureza em grande escala segue desconhecida, e podem representar um risco à biodiversidade; os projetos são caros, orçados em bilhões de dólares e tem sido vistos como dispositivos utilizados por governos para deixar de tomar as medidas necessárias para a diminuição efetiva da diminuição das emissões de carbono na atmosfera.
Esse é apenas um prelúdio do que serão as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20,   a ser realizada em junho, na cidade do Rio de Janeiro.
Tendo em vista o contexto de crise sistêmica do capitalismo, espera-se poucos avanços e compromissos. Na verdade a crise é mais um pretexto para que o capitalismo reafirme sua flexibilidade e aproveite esse momento como mais uma oportunidade para se desenvolver e manter sua hegemonia. A bola da vez é apropriar-se das riquezas naturais, e aproveitar o encontro global para aprofundar os mecanismos da economia verde e desenvolver um bom business, os famigerados “negócios verdes”.
No entanto, haverá sim espaço para discussão crítica e lúcida acerca das crises que enfrentamos. Esse espaço é a Cúpula dos Povos, que está sendo proposto por movimentos sociais e de ambientalistas e acontecerá paralelamente ao evento oficial. Com o lema, “Venha reinventar o mundo”, eles pretendem debater as causas estruturais da atual crise civilizatória.
A pergunta que fica é a seguinte: é possível desenvolvimento sustentável no capitalismo? Creio que sustentabilidade e capitalismo são termos diametralmente opostos e que a resposta mais concreta e radical, tanto à crise financeira, quanto a crise ambiental, seria o ecossocialismo, fundado não mais numa divisão binária-cartesiana entre homem e natureza, mas num modelo de sociabilidade onde os seres humanos não são vistos como hierarquicamente superiores as demais formas de vida, e onde a produção de valores de uso estaria a serviço da satisfação das necessidades sociais e a preservação do meio ambiente.
O texto esta publicado no Página 13

terça-feira, 8 de maio de 2012

0 Estranho

Tenho lido muita coisa nos jornais e hoje resolvi escrever sobre a discussão no Partido dos Trabalhadores, são viáveis e muito importante todos os debates internos e a divergência de pensamento num partido de massas como o PT, porém tento entender o posicionamento do partido no Espírito Santo.

O PT nas eleições presidenciais apesar de ter investido no Estado e ajudado ao governo anterior dando subsídios para o desenvolvimento do ES em diversas áreas sempre foi visto como partido de oposição pelo governador em exercício que nunca sequer apoiou a campanha do Lula ou da Dilma.

Não tem como entender, o porquê que alguns “iluminados do PT” (ou serão lideranças?), quererem continuar a apoiar uma liderança que representa oposição ao governo Dilma e ao PT. A única explicação plausível para mim é querer destruir toda a história do PT e deixar que o mesmo se torne um “partidinho” onde existe somente para servir de joguete.

O presidente estadual do PT nas entrevistas diz manter neutralidade sobre Guarapari, o que é o certo, pois só conhece a realidade política do município quem nela vive. Porém no caso de Vitória o presidente estadual insiste em querer conduzir o processo desqualificando assim a executiva municipal e todo o diretório que é responsável por conduzir o processo do partido na capital.

Devemos fazer a seguinte reflexão: estrategicamente Vitória é importante para o PT por ser a capital do Estado e termos uma candidatura na capital servirá de ferramenta para dialogarmos com a sociedade e discutirmos o modo petista de governar. Além disso, a nossa candidatura na capital reforça as outras candidaturas.

Vamos de candidatura própria em Guarapari, Vitória, Cariacica, Colatina e Cachoeiro! Temos como obrigação militante defender o posicionamento do governo federal e levar esse debate para as cidades onde teremos candidatura.

Quero aqui dizer que o PT não é a Maria, João, José ou Joana, mas é o conjunto de todos e não tem dono.

quinta-feira, 8 de março de 2012

0 Nós mulheres!

Em 1857 operárias de uma fábrica de tecidos situada nos Estados Unidos, fizeram uma grande greve reivindicando melhores condições de trabalhos, equiparação de salários com os homens e tratamento digno. Os oficiais da época trancaram as mulheres na fábrica e atearam fogo, aproximadamente mais de 130 mulheres foram carbonizadas.

O que houve no dia 8 de março de 1857 foi relembrado 53 anos depois numa conferência na Dinamarca onde ficou decidido que 8 de Março seria o dia internacional da mulher, mas somente se efetivou a data em 1975 através de um decreto da ONU (Organização das Nações Unidas).

O “Dia Internacional da Mulher” é uma data que foi instituída para discutirmos o papel da mulher na sociedade, tentando assim acabar ou amenizar o preconceito e a desvalorização que ocorre até hoje na sociedade em que vivemos, pois ainda temos mulheres que são assediadas no trabalho e exerce a mesma função que os homens, mas recebe uma remuneração mais baixa.

É verdade que com o passar do tempo à sociedade vem se modificando e as mulheres estão cada vez mais ganhando espaço e em pé de igualdade, porém muito temos a avançar. No Brasil milhares de mulheres são agredidas por dia, pois somos um país extremamente machista que infelizmente é arraigado na nossa cultura. É esse machismo que agride, humilha e mata várias mulheres.

No Brasil tivemos avanços com o direito ao voto que as mulheres obtiveram a partir do dia 24 de fevereiro 1932, após esse ano nas eleições para a Assembleia Constituinte, elegemos a única mulher: a deputada paulista Carlota Pereira de Queiroz. Temos também a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras a escritora Nélida Piñon em 1996, em 1998 a senadora Benedita Silva foi a primeira mulher a presidir a sessão do Congresso Nacional.

A inserção da mulher nos espaços de poder é importante, para termos uma sociedade justa e igualitária devemos ter a participação de todos e todas.


Não posso finalizar o texto sem citar algumas mulheres que quebraram tabus e fizeram história: Leila Diniz, Pagu, Olga Benário, Maria Quitéria, Anita Garibalde, Rosa Luxemburgo, Clarice Lispector, Maysa Matarazzo, Zilda Arns e Dilma Rousseff são exemplos de mulheres que estão na história do Brasil e do mundo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

0 Marataízes: Um novo tempo, uma nova proposta e uma nova cultura política!

Mais uma vez a eleição municipal se aproxima e com ela a vontade de mudar pra melhor. As mudanças são necessárias quando os erros são rotineiros e os resultados conhecidos. Em Marataízes não é diferente, temos grande potencial para lançamento de ideias inovadoras e novos projetos, porém mais uma vez os mesmos nomes, conhecidos por todos nós, vão se constituindo para a disputa eleitoral.

Hoje vivemos um tempo de desenvolvimento, inclusão e participação no Brasil, onde a transparência pública e a participação social têm sido as marcas da ampliação da democracia. A democracia participativa é um elo fundamental para que o governo esteja diretamente ligado ao seu povo, fazendo com que sua opinião manifestada seja o norte de sua atuação. O controle social forte e atuante auxilia na prevenção da corrupção, pois quando a sociedade está atenta à atuação dos gestores e fiscaliza a aplicação do dinheiro público, as chances de ocorrerem desvios e irregularidades tendem a diminuir.

Nossa cidade parece andar na contramão do país, a perpetuação da velha política, coronelista e clientelista faz com que as pessoas se afastem do debate. A política não deve ser instrumento da eterna perpetuação do poder, aonde o desenvolvimento econômico e das grandes indústrias vai passando sem que tenhamos a formação de mão de obra qualificada para que nossos jovens aproveitem os bons frutos deste processo e não só as mazelas dos danos ambientais deixados em nossa cidade.

A política tem que ser o instrumento da melhoria da vida das pessoas e da construção de um novo mundo, onde não haja espaço para a trincheira batida do coronel cansado, é hora de um grande fortalecimento de gestão, que seja compartilhada e alicerçada no povo!

Nessas eleições, façamos diferente, tenhamos coragem para construir uma nova cultura política contra o abuso do poder econômico, o machismo, racismo, homofobia e toda forma de preconceito. Pela política que emancipe, chega de tudo que nos aliena!

Prestemos atenção, as pessoas que não gostam da política são governadas pelas que gostam e o que você espera da política pode estar dentro de você: Mobilize-se!

“Eu não estou interessado em nenhuma teoria,
nem nas coisas do oriente, romances astrais,
a minha alucinação é suportar o dia-a-dia
e meu delírio é a experiência com coisas reais,
AMAR E MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS” –
Alucinação - Belchior

Autor Vínicius Lima

O texto retrata a verdade que infelizmente não só acontece em Marataízes
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